Em 2025, Portugal continental acolheu 147 espetáculos tauromáquicos em 63 concelhos — um retrato claro da vitalidade de uma tradição que continua a mobilizar comunidades de norte a sul do país.

A atividade tauromáquica em Portugal manteve uma presença significativa ao longo de 2025. Segundo o Relatório da Atividade Tauromáquica divulgado pela Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), foram autorizados 167 espetáculos durante o ano, dos quais 147 chegaram a realizar-se em 120 recintos licenciados. Os restantes 20 foram cancelados, na sua maioria devido a condições meteorológicas adversas.

As Corridas de Toiros confirmaram-se como a tipologia dominante, representando cerca de 81% do total realizado, com 119 eventos. A distribuição territorial reforça o Alentejo como a região mais ativa — com 82 espetáculos — seguida de Lisboa (30) e do Centro (29). No calendário anual, agosto e setembro voltaram a concentrar o maior número de realizações, mantendo o padrão típico da época tauromáquica em Portugal.

Os Forcados Amadores em destaque

Nos Grupos de Forcados Amadores, símbolo de coesão comunitária e presença obrigatória nos espetáculos com toureio, o ano ficou marcado pela regularidade e pela distribuição geográfica das atuações. O pódio de 2025 foi liderado pelo Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, com 18 atuações, seguido pelo Grupo de Forcados Amadores de Monforte (16) e pelo Grupo de Forcados Amadores de Alcochete (15).

A presença dos Forcados em praça é muito mais do que um número — representa o compromisso de cada grupo com a Festa, com a sua comunidade e com uma tradição que atravessa gerações.

Um sector que se regula e evolui

A IGAC realizou 54 vistorias a recintos fixos e 25 ações inspetivas a espetáculos, das quais resultaram 16 autos de notícia por incumprimentos regulamentares. A aplicação das restrições de segurança entre barreiras manteve-se e foi genericamente respeitada, refletindo uma maior maturidade e responsabilidade do setor.

A tauromaquia portuguesa continua a afirmar-se como expressão do património cultural popular — viva, regulada e presente em todo o território nacional.


Fonte: Relatório da Atividade Tauromáquica 2025, IGAC — publicado a 30 de dezembro de 2025